C   redit
Não adianta tentar ficar, petit
gostam de ter o que não possuem
o novo é sempre belo
logo mais velho e chato
não há nada nessa vida
que me surpreenda mais.
bc.    
Há uma música de Baz Luhrmann chamada “Sunscreen”. Diz que se preocupar com o futuro é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação mascando chiclete. Os seus verdadeiros problemas sempre serão coisas que nunca passaram pela sua mente preocupada.
Richard Curtis.

Sério? Obrigada, é recíproco. Rebloguei. 

Amor não é procurar alguém na madrugada, depois que todos já foram dormir e ninguém mais ri das suas piadas idiotas. Ou quando o frio nos teus pés não te deixa dormir e você lembra que alguém, outrora, largaria o que estivesse fazendo, para te proteger, cobrir, cuidar de você. Também não é quando você ouve uma música e lembra que algum dia, aquela música teve significado. Mas quando é amor, você procura durante o dia inteiro e na madrugada não quer ir dormir, só pra não precisar se despedir. Quando é amor, você encontra durante a madrugada, em sonhos, pesadelos, lembranças, qualquer coisa… Você não sente frio mesmo distante, porque tem alguém ali, que mesmo que esteja do outro lado do planeta, estará pensando em você, te cuidando, guardando, por pensamento. Todas os filmes, livros e músicas ganham significado, até aquelas que quase ninguém gosta de ouvir. Mas quando não é assim, é carência. E carência passa.
— Silva. 

Uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer, de destruir antes que cresça… Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e mais claro. Mas é melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê… Do que não sobrar nada. 

 

Ah Sophia, um dia a gente se acostuma. O ser humano sempre vai embora. Quando não vai fisicamente, arranja uma forma de ir de outro jeito. Daquele jeito que dói mais que qualquer dor. Mas a gente se acostuma… O problema todo é que geralmente são aqueles que não devem ir, que pedem pra nós não irmos, os que prometem ficar… Os que nós planejamos manter por perto. Na realidade, acho que todo mundo sabe disso. Mas todos tentam mesmo assim. Vai ver essa tolice é outra coisa do ser humano também… Da próxima vez que ouvir essa história, é só sair correndo. Sai correndo, porque a dor da partida tardia, não passa. Apenas te ensina a ser vazio. E a se contentar com isso.
— Silva. 
Eu devia ser um pouco menos sua. Ser sua por inteira me deixa tão na desvantagem.
Thiara Macedo (sdpm).
Que diabos essa garota! É tudo culpa dela. Tudo. Minha ruína, minha amargura, minhas trapalhadas e todas as coisas boas que acontecem comigo de vez em quando. Acho que é por isso que eu odeio tanto tudo nesse mundo. Tenho experimentado cada pessoa, cada assunto e cada utensílio doméstico com fins de ver se consigo detestar algo com mais profundidade e com todas as minhas forças, para assim rebaixá-la ao segundo lugar na minha lista pessoal de coisas que me enervam. Tem um espremedor de alho que está há trinta e três semanas na segunda posição, mas que parece não ter a menor chance. Maldito foi o dia em que ela atravessou por aquela porta.
Gabito Nunes.  
Eu queria ser seu último amor. Mas sabia que não era. Sabia e a odiava por isso. Eu a odiava por não se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado naquela noite. E odiava a mim mesmo por tê-la deixado ir embora, porque, se eu tivesse sido suficiente, ela não teria querido ir embora. Simplesmente teria se deitado comigo, conversado e chorado. E eu a teria ouvido e teria beijado as lágrimas que caíam dos seus olhos.
Quem é você, Alasca?
Há algo em você que me atrai, me encanta, me excita. Há algo em você que me deixa vulnerável, totalmente exposto aos seus encantos.
Caio Araújo.  
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode. Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Anos servindo de capacho, feliz da vida, e aí chega um desavisado com a coxa mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora. Que desgraça. Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa homem! E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata. Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz? Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.
Tati Bernardi.   
Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro de vez em quando. Nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem.
Clarissa Correa.   
E no domingo a tarde, sem nada para fazer, sem nada para pensar, você escuta uma música e lembra dos seus sonhos de criança. Sonhos não realizados, sonhos não concretizados. Uns por motivos de falta de incentivo, outros por falta de coragem de dizer: “Não, eu quero ser isso e ninguém pode me impedir.” Mas impedem.
O menino Charlie.    
Eu queria que você estivesse me lendo neste momento, ouvindo Pearl Jam e imaginando cada cena de todos os textos que fiz inspirado em você.
Para alguém que talvez nunca irá ler.